Leandro Flores – Por que o professor é tão discriminado no Brasil?

De todas as profissões, talvez, a mais significativa é a do professor.

Todos nós de alguma maneira dependemos de orientação para montarmos a base necessária de produção de nossas idéias. E isso se faz a partir da infância até a velhice. Não existe uma idade de auto-suficiência em que se descarta a necessidade de ter um professor como orientador.

Por mais que o mundo evolua, e as informações se disseminem com mais facilidade, por mais que a ciência se multiplique e a tecnologia cada vez mais se reestruture nada substitui o ato de ensinar. O professor é o verdadeiro senhor de seu tempo. Queira ou não queira ele é um provedor de opinião. É um vendedor de sonhos e o principal arquiteto das personificações humanas.

O destino de qualquer aluno se molda na escola com o seu professor. Ninguém constrói nada sem antes passar por uma orientação de um profissional como o de um professor.

Então porque essa classe tão importante para qualquer sociedade não é vista com bons olhos no Brasil?

Ser professor quase nunca estar em prioridade para nenhum estudante. Alguns até reconhecem a sua importância, mas raramente almejam seguir carreira ou coisa assim. Outros simplesmente hostilizam essa profissão, mesmo dependendo diretamente dela.

Os motivos das rejeições são os mais variados possíveis: baixos salários, subordinações por diferentes partes, falta de autonomia em salas de aulas, violência, humilhação, medo, impotência diante de um sistema educacional ultrapassado e sem qualquer possibilidade de auto-renovação, perseguição política, etc.

Será que esses jovens têm razão em não quererem para si esses tipos de problemas?

Do jeito que se encontra nosso sistema público educacional brasileiro, com certeza.

Ninguém merece passar a vida toda dentro de uma sala de aula quase sem prestigio e ainda por cima, tendo que se curvar diante de um sistema caótico, sendo a principal vítima desse sistema e não poder fazer nada para mudar a sua realidade.

Hoje em dia, o professor vive em um estado de apreensão, encurralado sem ter a quem recorrer. Os governos não tomam atitudes, a sociedade, especificamente, os pais dos alunos que utilizam o sistema público de ensino, geralmente costuma comparar a educação de seus filhos com a que teve no passado, e por isso a aceitação, por conta das facilidades e a expansão do ensino como todo. E eles, os professores, acostumaram com esse tipo de processo que a maioria acha normal.

Eu penso que já passou da hora dessa classe se restabelecer nesse país como uma profissão de referência. O governo, a sociedade e toda classe de educadores precisam estarem harmonia. Osolhos têm que estar voltados únicos e exclusivamente para uma só palavra: educação. E educação de qualidade, onde professor e aluno estejam satisfeitos para produzirem bons resultados.

Chegou a hora também de se pensar em novo sistema educacional mais adequado para nossos tempos. O professor precisa estar preparado para que possamos fazer desse país uma nação civilizada, onde a educação, a arte, a cultura sejam o centro crucial desse novo processo.

Valorizem os professores, esse é o nosso grito!

Por Leandro Flores

E-mail: leo_condeuba@hotmail.com

Twitter: http://twitter.com/#!/leocondeuba






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2 Comentários

  • 29 nov 2011 | Permalink |

    Caro Leandro,

    Pedimos desculpas por termos postado sua coluna como de minha autoria, já corrigimos.
    PARABÉNS pelo brilhante texto e muito obrigado por fazer parte do nosso time.
    Um forte abraço,
    Décio

  • 29 nov 2011 | Permalink |

    Valeu, Décio, imagina!! Nem tinha reparado, abraço.

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