Aplicativos para celular ajudam na preparação para o Enem; confira lista

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Rodolfo Dias, 17, utiliza aplicativos para estudar dentro do ônibus no caminho entre a Sussuarana, onde mora, e a Piedade, onde faz cursinho (Foto: Marina Silva)

Portátil, moderno e cheio de funcionalidades, um smartphone oferece todo tipo de conteúdo e interação, o que representa uma fonte de distração permanente e, portanto, um problema para quem precisa estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), correto? Em alguns casos, sim, mas  o que não falta é exemplo de uso da tecnologia a favor do bom desempenho na avaliação. Prova disso são os inúmeros aplicativos usados por candidatos na hora da preparação – na página ao lado, confira uma lista de apps que auxiliam no aprendizado de conteúdos do exame.

A estudante Lavínia Santos, 18 anos, que já teve problemas com o uso do celular, agora faz dele um aliado. “No ano passado foi bem difícil, porque eu me distraía com muita facilidade com o celular, era um vício. Eu não dividia bem meu tempo entre o celular e os estudos”, conta ela.

Agora, lidar com o tempo na hora de estudar é o grande trunfo do uso do dispositivo: o  aparelho ajuda no planejamento das horas de estudo. “Todo domingo, faço um planejamento semanal e estabeleço metas de estudos pelo aplicativo. Durante a semana, uso o aplicativo para cronometrar meu tempo e acompanhar o cumprimento das metas através dos gráficos que ele fornece”, explica a moça, se referindo ao aplicativo Aprovado.  “Antes dele, não tinha algo para me regular. Hoje, é um auxílio que  me  ajuda a lidar melhor com o tempo”, contou Lavínia, que pretende cursar Medicina.

Praticidade

Segundo Carolina Pereira, coordenadora pedagógica do curso Opção, uma das principais vantagens oferecidas pelos aplicativos é a possibilidade de oferecer conteúdo em qualquer lugar e a qualquer momento. “É um recurso positivo porque ele pode carregar pra onde quiser, pode auxiliar a qualquer hora. O estudante tem um tempinho, vai lá e estuda. Então, é mais interessante, chama mais atenção e vira um grande aliado para eles”, afirmou Carolina, que observa, a cada ano, uma queda no uso das ferramentas tradicionais de estudo por parte dos alunos.

“Devido ao contato dos estudantes com a tecnologia, papel e caneta virou coisa de outro mundo. Há alunos que nem trazem caderno. Tiram foto e estudam por ela”, ilustra a coordenadora.
O professor de História do curso Universitário, Tony Sampaio, acredita que o material de estudos impresso está superado. Segundo ele, até mesmo o uso de tablets e notebooks  tem diminuído entre os alunos. “Eles não têm mais isso de carregar notebook ou tablet. Hoje levam só o celular. É uma ferramenta mais dinâmica”, avalia ele.

De acordo com a pesquisa Brazil Digital Future in Focus, da empresa comScore, no período entre outubro de 2014 e março de 2015, o número de usuários da internet móvel cresceu 7% no país, chegando a quase 39 milhões de clientes, o que corresponde a 46% dos usuários de internet no país.

VEJA ABAIXO OS APLICATIVOS (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

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Desenvolvimento

Para o professor Tony, o mercado de apps voltado para vestibulandos ainda precisa ser mais bem explorado pelos desenvolvedores de plataformas móveis. “É importante que existam mais iniciativas do tipo, porque você tem tudo disponível no celular, mas ainda falta uma organização melhor dos conteúdos. Os estudantes estão ávidos por tecnologia”.

Foi pesquisando sozinho na internet que o estudante Rodolfo Dias, 17, conheceu os apps Look História, Look Física, Ácidos e Bases, Aprovado e Enem Quizz, que utiliza para estudar para o exame nacional.

“Quero cursar Medicina e a concorrência é alta, então, não dá para perder tempo”, acredita ele, que utiliza o tempo de 1 hora e meia para ir de sua casa, em Sussuarana, até o Universitário, na Piedade, para fazer simulados e revisar conteúdos por meio de apps.

“Os aplicativos vão direto, tem resumos do assunto que eu quero, além das questões que eu tenho que fazer. São um complemento para as aulas e os livros”, explica Rodolfo, que já indicou os recursos para colegas, com quem chega a competir para ver quem responde a um número maior de perguntas nos simulados propostos pelos aplicativos.

O estudante Daniel Brito, 17, também usa aplicativos para resolver simulados do Enem. Candidato a uma vaga na faculdade de Jornalismo, ele prefere resolver questões pelo celular do que fazer provas escritas. “Uso mais o simulado do celular porque posso usar em qualquer lugar. Me sinto menos pressionado do que em um teste tradicional”, contou ele, que utiliza o aplicativo Pense+Enem para fazer um simulado por dia, de segunda a sexta-feira.

Fonte: Correio






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