Mequinha – Ao Maestro, meu Ídolo, com carinho!

Por: Décio Pereira

mequinhaOs garotos quando crianças sonham em ser policial e jogador de futebol. Com os sonhos vão surgindo os heróis que darão luz ao caminho de cada um, tornando a esperança mais latente. Como defensores do universo surgem nossos Pais, Batman, TEX, Zorro, Capitão América, Capitão Nascimento – Como craques alguns Pais, Pelé, Maradona, Zico, Messi, Cristiano Ronaldo, Ronaldo – Quando chegam à adolescência percebem que no Brasil ser policial é barril e que salvar o mundo é uma missão impossível. Fica então o sonho de ser artista da bola, fazer jogadas geniais, encher os estádios de torcedores e os bolsos de dinheiro.

Comigo não foi diferente, li quase todos os livros de TEX, meu herói. Fiquei mais velho e comecei a admirar Zico, que era e é o meu ídolo distante, no futebol. Falo distante porque o mais perto que pude chegar dele foi há uns três metros, numa partida de futebol entre Flamengo e Santos, isso já no final dos anos 80. Antes, só pela TV e raramente, o mais comum era pelo rádio, nas tardes de domingo, ao som de Jorge Kuri e Waldir Amaral, na rádio globo do Rio.

Tive o privilégio de na adolescência ter outro ídolo, de perto, que era de carne e osso, que eu podia ver, tocar e até conversar, ele é o MAESTRO MEQUINHA – Melquisedeque Carvalho – Ele foi meu ídolo no futebol. Aos meus doze anos decidi com uma turma de amigos fazer um time de futebol, mas como conseguir um uniforme? – Com a cara e a coragem, sozinho, adentrei as instalações da antiga EMATER-BA e procurei o meu ídolo. Acontece que Mequinha era uma pessoa normal, um trabalhador, um garoto com seus 20 anos, filho de pessoas que nunca foram milionárias, um simples mortal. Problema dele, eu tinha doze anos e ele era meu ídolo, ídolos tem tudo, podem tudo, são tudo. Não sei se pela sua imensa bondade, já na sua mocidade tão presente ou se pelo espanto de ver um garoto lhe pedindo um uniforme, Mequinha concordou e mandou que eu comprasse que ele pagaria. Fui a Conquista com minha avó e comprei o primeiro uniforme de time que vesti, o uniforme do Bahia foi o mais barato e o que pude ter acesso. Mequinha, meu ídolo, pagou. Não sei se inspirado no ídolo/patrocinador ou se na quantidade de craque que o Bahia dispunha, fomos um sucesso – lembro-me de: Zé de Messias, Jair(Gay), Romilson, Pola, Valdinho, Gimaldo, Donizete, Note, Orlando de Mané Rozendo, Nico, Belquinho…

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Voltando ao ídolo – Mequinha jogava na Seleção de Condeúba nas ensolaradas tardes de domingo, no estádio Agostinho David de Alcântara – jogava, modo de dizer, Mequinha dava show. Conduzia a bola com extrema maestria, sem olhar para ela, de cabeça erguida, no estilo Falcão ou Beckenbauer. A bola o obedecia como se estivesse encantada por ele, como se tivesse prazer em ser dominada por aquele craque, que a tratava com tamanha intimidade e ela, a bola, totalmente hipnotizada, se sentia feliz nos pés daquele gênio    – um lançamento e ele botava o companheiro na cara do gol – um toque e ele servia o centroavante como o mais refinado dos garçons – um chute e a nossa seleção marcava mais um gol – no quesito chute, quem não o conhecia, dificilmente conseguia distinguir se ele era destro ou canhoto, tal era a facilidade com que tocava na bola com ambos os pés – Mequinha não corria, ele flutuava pelos quatro cantos do campo. Sempre jogando no meio campo, de cabeça de erguida, corpo ereto, olhando sempre para um ponto distante da imaginação do adversário, ali ele era o rei e podia ocupar todos os espaços do campo de jogo, ele parecia ser onisciente e onipresente, estava em todos os lugares. Um terror para quem o enfrentava.

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Quando falo que Mequinha jogava, é modo de dizer, ele dava espetáculo, show nessa posição, a única que poderia comportar todo o seu futebol, que dava a ele a visão exata de tudo que acontecia no jogo. Já assisti e vi muitos jogadores de futebol em minha vida, profissionais e amadores, vi poucos como Mequinha, em qualquer uma das categorias, em nada ficava devendo aos maiores craques do mundo, exceto, que também era um craque fora de campo. Algo incomum aos nossos ídolos que vemos na TV. Ele não tinha vícios, garoto do bem, ótimo pai de família, profissional de mão cheia, religioso e ainda jovem já ajudava ao Padre Homero, fazendo um programa no auto falante da igreja. Todos os dias às 18h ele saia correndo do campo e chegava  suado na igreja para apresentar seu programa, sem nem olhar para o relógio ele tascava: “São seis horas, em pino…” – Quantas vezes Mequinha começou seu programa às 18:05, às 18:10, às 17:55.. – Quem não se lembra do: “O sapato velho que você tem em casa, não é seu; a roupa velha que você tem em casa, não é sua. De que é? – É do pobre sofredor.” – Foi também por muito tempo professor de matemática, meu professor, inclusive – compôs o melhor meio campo que vi jogar na Seleção de Condeúba, o meio campo 3M –  Mequinha, Mário Sérgio e Marcos de Dário.

Com o surgimento do Santa Cruz F. C., o time que encantou Condeúba com o uniforme mais belo que já apareceu nas redondezas – todos os méritos para Dr. Cardoso,  – e com o mais refinado toque de bola de um time futebol condeubense – todos os méritos para Dr. Mário Sérgio, que tendo um time de garotos de pouca idade, sem força nos chutes pelo pouco tamanho de cada um, descobriu o toque de bola e o time conseguia entrar no gol com bola e tudo. Pois bem, com a chegada dessa novidade encantadora chamada Santa Cruz, a Seleção Condeubense passou a ter um concorrente, sem peso, mas com um extremo talento para o belo futebol arte e aí a Seleção se tornou um time, passando a se chamar UNIÃO – O maestro Mequinha conduziu o UNIÃO E.C. a invencibilidade de trinta e três partidas, jogando com os principais times da região sudoeste. Houve até uma seleção regional feita pelo Gerente do BANEB, Sr. Guy, onde apareceu em Condeúba a nata da região, os melhores de cada cidade e o UNIÃO bateu aquele majestoso time. Inacreditável.

O UNIÃO ganhava, mas o Santa Cruz encantava e é daí que surgiu uma lenda relacionada ao meu ídolo. Conta história que Mequinha, profundo conhecedor do futebol, foi fisgado pela beleza de futebol que o Santa apresentava e se tornou um dos seus torcedores, claro que por debaixo dos panos, já que o UNIÃO e SANTA não se batia nem em treino, até nas festas da cidade cada grupo se sentava de um lado. Começava que o União era um time de homens e o Santa de moleques ousados e atrevidos. Pois bem, num dos mais disputados jogos entre União e Santa Cruz, que ficou zero a zero até 38 minutos do segundo tempo, numa cobrança de escanteio, a bola sobrou fora da área para Mequinha e ele de meia bicicleta fez um dos mais belos gols do Estádio Agostinho David. Aí veio o lance estranho: Mequinha não comemorou, pelo contrário, saiu chorando. A turma do Santa conta que foi porque ele era torcedor do santa; a turma do União conta que ele não vibrou porque ficou muito emocionado com a importância e beleza do gol. Seja qual for a verdade, foi mais um instante de genialidade do meu ídolo, que passeava pelos campos, enquanto seus companheiros e adversários se matavam atrás da bola, os adversários na vã tentativa de tentar anulá-lo; os companheiros para acompanhar o seu rápido pensamento. Enquanto todos jogavam bola, ele dava aulas de futebol e apresentava um espetáculo repleto de momentos mágicos a cada nova edição: chapéus, dribles da vaca, fitas, chutes espetaculares, com gols que mais pareciam obras de arte;  passes e lançamentos dignos de serem pintados por Picasso. Era o meu ídolo Mequinha se divertindo, simplesmente.

A vida me concedeu o privilégio de ainda que por pouco tempo, atuar pela Seleção ao seu lado. De vez em quando eu me pegava assistindo o jogo de dentro do campo. Eu era ao mesmo tempo jogador e torcedor, foram tempos de muita felicidade e muitas vitórias.

Como se não bastasse poder ter atuado ao seu lado, ainda coube a mim, cuidar da organização de sua despedida da Seleção de Condeúba, missão que Alécio Vitorin Vian me confiou, no jogo Seleção de Condeúba contra os Veteranos dos Santos F.C. de São Paulo. Essa festa foi filmada e uma fita de VHS (vídeo cassete) foi feita, já tentei um milhão de vezes assisti-la, mas ninguém sabe onde anda, qual seu paradeiro,  talvez depois desta matéria alguém resolva devolvê-la e possamos ter acesso àquele momento de impar do futebol condeubense.

Reza as boas praticas de que não se deve erguer monumentos a pessoas ainda vivas, assim, eu espero que para Mequinha nunca seja erguido nenhum e que ele tenha vida eterna. Afinal, os ídolos nunca morrem.

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Em meu nome e de todos aqueles que amam o futebol, quero registrar o meu singelo agradecimento a esse homem-menino-muleque, artista da bola, artista na vida, exemplo de cidadão, que nos proporcionou belas tardes de domingo. Quando Moraes Moreira compôs e gravou a musica para Zico, eu falei que poderíamos plagiá-la e trocar o nome de Zico por Mequinha. Pois quando ele se aposentou, foi muito triste e eu estava lá.

“E agora como é que eu fico
nas tardes de domingo
Sem Zico no Maracanã
Agora como é que eu me vingo
de toda derrota da vida
Se a cada gol do Galinho
Eu me sentia um vencedor”

A Deus, meu muito obrigado por ter me concedido a alegria de ter ídolos, que são verdadeiros faróis que iluminam o meu caminho, dando-me inspiração e modelagem para viver, feliz.

Obrigado Melques – Talento, Humildade – Simplesmente eterno!

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17 Comentários

  • Jose Carlos Carvalho! disse:

    Muito bom! E ele ainda continua prestigiando a molecada e o futebol de Condeúba Décio, roda todo município por conta própria, assistindo as mais variadas partidas, campeonatos de soçaite rurais, amistosos rurais, torneis de final de semana, com o mesmo prazer que sempre teve, a diferença é que ele trocou a chuteira por uma cadeira de PVC que ele costuma carregar a qual utiliza para sentar em volta dos campos. Em todos lugares que passa o pessoal o convida para almoçar, mas ele com toda simplicidade que sempre teve, prefere carregar sua própria marmita quando se faz necessário, é claro, esse é o Mequinha de hoje! Mesmo fora das quatro linhas, ainda magistral!

  • José Neto disse:

    Ah decio nessa vc me pegou. sei q sou velho(48anos) mais chorei ao ler sua homenagem ao grande mequinha. eu tb jogeuii com ele em jacaraci e irundiara. q homem bacana. parabéns pelo seu artigo e a mequinha meu abraço eterno. tb fui muito feliz com ele.

  • Zé Américo disse:

    Décio,
    Que bela homenagem, pelo que conheço o maestro deve ter derramado lágrimas como eu, também tive a felicidade de jogar ao lado dele, seleção, treinos, pela jegue e tantos outros, só não conseguir aprender a categoria que ele carregava, mas muitos conselhos seguir, obrigado Melques e contamos com voce nos campeonatos e em todos que pretendemos realizar. Valeu véião.

  • afonso lauton disse:

    bela homenagem, vale ressaltar que o cara era fera tambem em voleibol, ele olhava primeiro onde estava o espaço vazio e jogava a bola ali naquele local, sem chance pro adversario, lembro muito bem de MECA,ASSIM CARINHOSAMENTE CHAMADO POR MUITOS, dando show ali na praça santo antonio e nos fundos do santissimo sacramento onde funcionava a sede do grupo de jovens GRUJAP. O interessante decio e que em um pequeno texto vc cita ai varios craques do futebol condeubense, marcao, mario sergio, mequinha,pola valdinho e muitos outros que se fossemos citar nomes o espaço aqui seria pequeno, e hj o nosso futebol ta carente de maestro e craques como estes citados por vc e TANTOS OUTROS,, O QUE ESTA ACONTECENDO COM NOSSA JUVENTUDE, ACHO QUE ESTAMOS PERDENDO A GUERRA PARA A TV ,INTERNET E,OUTROS VICIOS,!!!! JA NAO ENCONTRAMOS CRAQUES TAO FACIL COMO ANTIGAMENTE. PARABENS MECA POR TUDO QUE VC FEZ POR NOSSO FUTEBOL.

  • Flávio Saulo disse:

    Linda homenagem ao nosso grande Mequinha!
    Infelizmente não o vi jogar futebol, mas as histórias que ouço me faz
    imaginar o quão gênio ele era dentro de campo, fico muito feliz e orgulhoso em saber que
    na nossa cidade teve um craque da bola. Um grande homem e grande incentivador do
    futebol. Parabéns ao blog por fazer essa homenagem. Que a história dele jamais seja
    esquecida e que sirva de motivação para os mais jovens!!!

  • cacau de dona neneca disse:

    “Obrigado Melques – Talento, Humildade – Simplesmente eterno!”

  • dermeval disse:

    Parabéns a Décio em primeiro lugar.Poucas pessoas tem a sensibilidade de reconhecer e ao mesmo tempo retratar com riqueza de detalhes um período importante da história desses jovens citados.E claro,parabéns a Mequinha! Ele é tudo isso que foi dito, e muito mais.Duas palavras pra mim,descrevem Mequinha -” bondade e pureza ”.

  • Selmo disse:

    Déis, vc tira algumas coisas do fundo do baú q mata a gente de tanto chorar de saudade das coisas boas da antiga condeuba. Bem falou Afonso, estamos perdendo a guerra para as coisas ruins e transformando nossa juventude em meninos(as) alienadaos, bobos e com todos os males do nosso século: depressão, medo, obsidade…
    Mequina vc é tb meu ídolo, tudo o q fizermos aimda é pouco pelo muito q vc foi e é.
    Déis, essa foi nota 1000. Vcs sempre me surpreendem com coisas boas, esse ddez é diferente de tudo, por lado bom,

  • Orlando disse:

    PRECISAMOS DE MAIS MEQUINHAS NO ESPORTE.
    MELECHÉU, VC É UM HERÓI DE VERDADE. VC FOI MINHA INSPIRAÇÃO E DE MUITOS OUTROS Q GOSTAM DE BOLA. OBRIGADO POR TUDO

  • Gimaldo Carvalho disse:

    Bela e merecida homenagem!
    Mequinha foi um jogador fantástico e por isso tornou o maior ídolo do futebol Condeubense.Já passaram muito tempo mas nunca esqueço das tardes de domingo que eu ia ver meu ídolo desfilar em campo seu grande futebol. Como Décio Citou ,Mequinha também foi responsável pela compra do nosso primeiro uniforme do Bahia,um time que tinha: Décio, Toninho de Filó, Augusto de Filó, Guto, Valdo, Pola, Note, Belquinho, Nenê de Passinho, Orlando, Romilson…
    Obrigado Mequinha! e Parabens Décio!!

  • Salvador J C disse:

    Parabéns Décio, também fiquei emocionado e tenho certeza que o “cabeça branca” merece essa homenagem. É uma pena que não tive o prazer de vê-lo jogar, más por outro lado tive a honra de fazer parte do seu dia-a-dia enquanto tesoureiro de nassa querida Condeúba. Ele sempre demostrava comprometimento, idoneidade, responsabilidade, solidariedade, etc. Eu raramente ia às 06:00 h para PMC, más ele sempre madrugava para preparar suas planilhas e deixar tudo em ordem. Melquis quero aqui dizer que além de vc ser esse ídolo para muitos no futebol condeubense, vc é uma das pessoas que eu aprendi a admirar e a respeitar como colega de trabalho e ser humano, vc é um exemplo a ser seguido, parabéns!

  • Jéssica disse:

    Primeiramente quero agradecer pela linda homenagem. Tenho certeza que meu pai deve ter chorado muito, como eu tbm. Afinal, ouvir tantas coisas boas do seu pai é maravilhoso. Fiquei muito feliz. Meu pai é meu ídolo, meu incentivo, meu orgulho. Pessoa onde me espelho sempre. Parabéns pai por tud.. peos seus ensinamentos, pela sua humildade e por ser esse homem guerreiro. Eu sou grata por tudo. Grande homem, grande jogador.. vc é uma peça rara meu pai.. vc é um exemplo para muitos. Continue passando para as pessoas essa sua paixão por bola… vc faz e já fez grandes diferenças. Te amooooo e meu mto obrigada Décio. Um abraço. ♥♥♥♥♥♥

  • Paulo Sérgio Ormundo disse:

    Esse realmente fez Historia em Condeúba e região um esportista de primeira, eu como torcedor do Vila Nova nunca vou esquecer como conduzia a bola e nos fazia parar para o admirar, via alguns jogos memorável de Mequinha, na Maquinesita ele foi o destaque absoluto do jogo mesmo Condeúba perdendo o jogo ele jogou muito fiquei pensado com mais uns Décio, uns Marcão e uns Mequinha poderia mudar a historia do jogo pois foram os destaque da equipe mas Mequinha arrancou aplauso dos torcedores que gosta de um bom futebol.
    Era pra ser um profissional mas não cabeças de bagre que vemos por ai com certeza seria destaque em qualquer time.
    Obrigado Melques.

  • Paulo Maciel Miranda disse:

    Parabens Decio, e é claro parabens a Melquis.Pessoa humilde e simples.Lembro muito de suas jogadas nas tardes de domingo,ele hoje esta faltando nas organizacões dos campeonatos em condeuba.Abraço ao meu amigo MELQUIS.

  • Alécio Vitorino Vian disse:

    Valeu Décio,
    Não poderia ter homenagem melhor e mais justa, lembro muito bem de momentos felizes compartilhados com vocês. Costumo dizer que em Condeúba “BATI, APANHEI, ENSINEI E APRENDI, POREM NÃO ARREPENDO DE NADA. FARIA TUDO DE NOVO”. tenho mantido contato mais estreito com a família de Lerinho, mas é sempre uma alegria muito grande encontrar e rever essa boa gente….. Até uma hora dessas…. Apareça por aqui.

  • jairpereirasoares disse:

    GRANDE MEQUINHA , NO UNIÃO JUNTO COM AQUELA GALERA BONS DE BOLA VALDÃO MARCÃO NENEGA NEGO DÃO DE NANE CHITA ZE DE SALVIANA SGTO CESAR E TANTOS OUTROS QUE SE FOSSE CITAR AQUI LEVARIA MUITOS MINUTOS PARA RELEMBRAR , JAMAIS VOU ESQUECER UM JOGO QUE FOI MEMORÁVEL , UNIÃO + MAGNESITA . UM LATERAL ESQUERDO CHAMADO DAMIÃO FEZ UMA FALTA MALDOSA EM MEQUINHA , DAI UNS 10 MINUTOS DENTRO DA GRANDE ÁREA MEQUINHA PASSOU POR DOIS ADVERSÁRIOS E DEU UM CHAPEU NESSE DAMIÃO E FEZ UM GOLAÇO , EU ESTAVA ATRÁS DO GOL ATÉ HOJE EU LEMBRO DA COMEMORAÇÃO DELE , OLHOU PRA DAMIÃO E NAQUELE MOMENTO LÁ NA MINHA MEMORIA ELE QUERIA DIZER PRO FALTOSO , ISSO É FUTEBOL ISSO É RAÇA . PARABÉNS MEQUINHA , JAMAIS VAMOS ESQUECER QUE FEZ HISTORIA NOS NOSSOS DOMINGOS EM CONDEUBA .

  • Negão de Vazim disse:

    Décio, a você só me resta dizer : Você é especial.

    Grande Meca, esta homenagem é mais que merecida, o seu amor pelo futebol é fantástico.
    Não tive a felicidade de vê-lo jogando no início, más ouvi tantos comentários vindos de outros craques que a seu respeito que automaticamente me tornei mais um dos muitos ídolos seus. Sempre comento com amigos o seu amor pelo futebol, você sempre presente em jogos, treinos, torneios na zona rural. Vou confessar que todas as vezes que estou jogando e você está assistindo eu penso comigo: Porra, Mequinha veio, e fica um medo danado de fazer uma jogada errada.
    Meca, tenho a honra de ter feito parte da última equipe que você jogou, Pela-jegue. Você parou, más deixou a sua simplicidade, humildade e acima de tudo a sua amizade. Grande abraço e que Deus possa abençoar você e toda sua família por toda sua vida.
    Ah! Muito obrigado Veão.

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