Dilma toma posse e põe educação como lema do 2º mandato

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A presidenta Dilma Rousseff foi reempossada presidenta da República para mais quatro anos no comando do governo federal na tarde desta quinta-feira (1º) no Congresso Nacional.

Em seu discurso, anunciou o lema do novo mandato: “Brasil, pátria educadora”, para levar a todos os brasileiros educação de qualidade.

“Em meu primeiro mandato, o Brasil alcançou um feito histórico: superamos a extrema pobreza”, afirmou a presidenta em seu discurso no Congresso. “Resgatamos 36 milhões da extrema pobreza, 22 milhões apenas em meu primeiro governo.”

Dilma chegou pouco antes das 15h10 no Congresso Nacional, onde prestou o compromisso constitucional e assinou o termo de posse junto com o vice-presidente, Michel Temer.

O acesso dentro do Plenário é restrito a convidados, mas a PM espera até 50 mil pessoas para acompanhar a cerimônia, já que boa parte ocorrerá na área externa.

O roteiro de posse segue à risca um decreto (70.274/72) assinado ainda na década de 1970.

Dilma chegou ao Congresso em carro aberto, no  Rolls-Royce conversível presidencial, junto com sua filha, Paula Rousseff Araújo.

O trajeto começou na Esplanada dos Ministérios, onde Dilma chegou por volta das 15 horas em um carro fechado. Acompanhada da filha, ela trocou de carro e embarcou no tradicional Rolls-Royce presidencial conversível, que a levou para o Congresso Nacional.

O vice-presidente, Michel Temer, seguiu em outro carro logo atrás, acompanhado da esposa, Marcela Temer.

Escoltados por batedores e pela cavalaria do Batalhão da Guarda Presidencial, as duas autoridades seguiram até a rampa do Palácio do Congresso Nacional. Lá, foram recebidos pelos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros.

A cerimônia começou após o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiro, declarar aberta a sessão e a banda dos Fuzileiros Navais executar o Hino Nacional.

Em seguida, Dilma e Temer fizeram juramento de compromisso com a pátria. Na companhia de autoridades estrangeiras, entre elas, os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além de ministros de seu governo e outros convidados, Dilma e Temer fizeram o juramento de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Em seguida, o presidente do Congresso os declarou empossados. A presidenta, o vice, os presidentes do Congresso, da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, e do STF, Ricardo Lewandowski, assinaram o termo de posse e, então, Dilma iniciou seu pronunciamento.

Depois do presidente do Congresso encerrar a sessão solene, os dois eleitos e seus acompanhantes seguem para a presidência do Senado.

Antes de deixarem o Congresso, mas já na área externa, eles acompanharão mais uma vez a execução do Hino Nacional pelo Batalhão da Guarda Presidencial e a salva de 21 tiros. A presidenta passará a tropa em revista e, só então, seguirá no Rolls-Royce para o Palácio do Planalto

Eles irão dirigir-se à Bandeira Nacional para prestar-lhe reverência, e Dilma, como comandante-chefe das Forças Armadas, passará em revista as tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Em seguida, partirá com Temer para o Palácio do Planalto.

Como não haverá transmissão da faixa presidencial, por se tratar de reeleição, Dilma poderá receber a faixa do cerimonial ou já chegar ao Parlatório com a faixa no peito, para então fazer o discurso à população.

Um coquetel para os chefes de Estado e delegações estrangeiras encerrará a cerimônia de posse, no Palácio do Itamaraty. Está confirmada a presença de 27 chefes de Estado e de 66 delegações.

Devem comparecer a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven.

Esquema de segurança

Por limitações de espaço, o público não poderá acompanhar a solenidade dentro do Congresso, onde serão recebidas as autoridades, os parlamentares e os familiares convidados. Toda essa parte da cerimônia, no entanto, será transmitida, em tempo real, pelos meios de comunicação da Casa e em telões espalhados pela Esplanada.

O esquema de segurança para a chegada ao Congresso e, após a posse, para o deslocamento da presidente e do vice-presidente até o Palácio do Planalto, será feito por um efetivo de quatro mil homens das Forças Armadas, das polícias Federal, Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e de agentes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal.

Dentro do Congresso, a segurança estará a cargo de efetivos das Polícias do Senado e da Câmara, além das Guardas da Aeronáutica e da Marinha. Todos os convidados receberão convites que possuirão identificação por código de barras, para que outras pessoas não possam entrar com cópias.

Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho da Posse, Andréa Valente, com a leitura do código de barras, as fotos e os nomes dos convidados aparecerão nas telas dos computadores da equipe de segurança, que irá entregar hologramas de identificação para cada um, liberando o acesso ao local do Plenário onde a pessoa poderá assistir à cerimônia.

Embaixadores e delegações estrangeiras deverão ocupar as galerias, enquanto parlamentares, líderes partidários e chefes de Estado estarão sentados nas cadeiras do Plenário.

Andréa Valente destaca ainda que tudo está sendo preparado para proporcionar aos convidados uma cerimônia organizada e segura.

“Nós estamos preparando o Congresso para ficar bonito, para que possamos receber não só nossas autoridades, mas convidados especiais e também chefes de Estado [de outros países].”

Apesar da restrição de entrada apenas para convidados, a coordenadora ressalta que grande parte da solenidade é externa, com destaque para a transição de eventos no trajeto entre o Congresso e o Palácio do Planalto, onde a cerimônia terá continuidade.

“Na Esplanada, haverá os locais de acesso onde os cidadãos poderão ficar. Não só na frente do Congresso, onde haverá uma espécie de gradeamento, até por uma questão de organização do evento, mas também na Praça dos Três Poderes, porque, depois do Congresso, haverá a solenidade no Palácio do Planalto”, afirma.

Segundo a Polícia Militar, a estimativa de público que acompanhará a posse é de 30 mil a 50 mil pessoas.

Fonte: Portal Brasil






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