Condeúba: choque térmico nas águas do Açude Champrão é causa da morte de camarões

Por: Dermeval Filho

Segundo DNOCS, fenômeno natural é semelhante ao ocorrido em 2014 e nada tem a ver com poluição nas águas

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Fotos: Dermeval Filho – Ddez

Fiscais e pescadores do Açude Champrão observaram nos últimos dois dias uma mudança no trato da população de camarões e pequenos peixes que povoam as margens e a beira da banca do açude. O fenômeno natural é semelhante ao ocorrido em março de 2014. Segundo o fiscal do açude, Elias Azevedo da Silva (Pola), foi observado um agito em meio à população de camarões e pequenos peixes. “Percebemos os peixes mais agitados, se debatendo e camarões vindo para cima em busca de oxigênio”.

O fiscal foi em busca de respostas junto a engenheiros do Bahia Pesca e técnicos do DNOCS e segundo os especialistas, acontece nessa época um fenômeno natural, semelhante ao que aconteceu em 2014, quando houve uma grande mortandade de peixes e camarões. O fenômeno natural acontece em função de um choque térmico, fazendo com que haja uma grande variação na temperatura da água. Vale lembrar que Condeúba registra altas temperaturas durante o dia e a noite já se observa queda nos termômetros, principalmente em regiões como a do Açude Champrão.

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Em razão da experiência adquirida ao longo dos anos às margens da barragem, Elias esclarece que tal fenômeno ocorre principalmente no período da noite. Ainda de acordo com o fiscal, a população dos camarões é a primeira a sentir os efeitos da mudança de temperatura. “A água quente de cima vai para o fundo e vice-versa. Com isso há uma mudança no cheiro e na coloração da água, fazendo com que peixes e camarões busquem oxigênio. Muitos não resistem”, esclarece Elias.

O ciclo e os reflexos desse choque térmico acontecem em um período de três dias. “Por nossa experiência, se houver mortandade de camarões e peixes, acontecerá nesse período de três dias.” Na manhã dessa sexta-feira (15) era possível ver os primeiros peixes e camarões mortos à beira do açude. “Esse fenômeno sempre aconteceu nas margens, mas antigamente não tínhamos fiscalização, tampouco orientação a respeito”, informou.

Os técnicos e responsáveis pelas atividades no entorno do açude esclarecem que tal fenômeno não tem qualquer relação com poluição das águas ou uso de defensivos agrícolas nas plantações próximas. “É importante informar a população para que não aconteça como em 2014, quando informações erradas foram divulgadas”.






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UM Comentário

  • Manoel
    19 abr 2016 | Permalink |

    Tenho as minhas duvidas,pois a barragem está sendo ocupadas de forma irregular, recebendo esgotos, ou construção indevida de fossas, cultivo de hortaliças e plantas frutíferas com uso de agroquímico, criação de animais até porcos; E preciso que esta causa seja investigada pelos os
    órgãos local e estadual até mesmo a nível federal,espero que algo seja feito.

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